O que você quer saber sobre Praia do Forte

Praia do Forte aposta em passeios com emoção e ecoturismo na alta temporada

O que é que a Bahia tem?
- Tem muito sol, praia e água de coco. Mas também tem turismo de aventura. Quem planeja uma viagem à Praia do Forte, no litoral norte baiano, a 80 quilômetros de Salvador, às vezes se esquece que esse é um dos destinos do Brasil que oferece aos seus visitantes diversas opções de passeios de ecoturismo. Há desde mergulhos pelas piscinas naturais da região até observação de pássaros - a prática que antes ficava restrita aos estrangeiros cresce cada vez mais no país. E com o aumento do número de pousadas mais que charmosas na vila, o viajante que quiser conforto não precisa se restringir aos resorts da área. Então pronto, como dizem os baianos. Só não esqueça de botar na mala, além de chinelo e roupa de praia, um bom tênis para caminhar e, claro, bastante filtro solar.

Não é por acaso que alguns chamam a Praia do Forte de "Polinésia brasileira". Localizada na chamada Costa dos Coqueiros, a praia do litoral norte da Bahia chama atenção pela beleza natural e as águas cristalinas. Só a paisagem do lugar já vale a viagem. Mas quem pensa que a pequena vila de pescadores se limita a sua bela praia, corre o risco de voltar para casa sem ter conhecido grande parte da região.

- As pessoas pensam na Praia do Forte como um destino de sol e praia. Mas, na realidade, esse é um dos poucos locais do Brasil que oferece aos visitantes uma gama de programas ligados ao ecoturismo - diz Alberto Dias, dono da empresa Bahia Adventure, especializada em turismo de aventura.

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Caminhada, quadriciclo, canoagem, tirolesa: escolha sua dose de emoção

A Praia do Forte guarda entre seus tesouros a Reserva de Sapiranga. O patrimônio natural, que possui 600 hectares de Mata Atlântica, é o local onde existe a maior concentração de passeios de aventura da região. Um deles é a expedição de canoa - motorizada - pelo Rio Pojuca, que faz ligação com o mar. Na Oka Porang, a sede do Bahia Adventure, o turista que for corajoso pode se aventurar num salto de tirolesa, ou ainda fazer uma das muitas trilhas.

Para quem quiser se esforçar mais, uma opção interessante é a expedição pelo Rio Imbassaí, que fica na altura do vilarejo de Diogo, a 20 quilômetros da Praia do Forte pela Linha Verde - rodovia que liga a vila a Sergipe. Nesse passeio, o aventureiro rema cerca de 40 minutos numa canoa canadense para chegar à belíssima Praia de Imbassaí, praticamente deserta. E como quem avisa amigo é, não custa ressaltar que esse passeio deve ser feito a base de muito protetor solar.


Para os que não curtem remar, a boa notícia é que existe outro caminho para a Praia do Imbassaí, bem mais tranquilo. É só seguir mais alguns quilômetros pela Linha Verde e entrar no Vilarejo de Santo Antonio, onde moram cerca de 30 famílias que vivem da pesca e do artesanato de palha produzido no local pelas mulheres da vila, descendentes dos índios tupinambás.

- Já mandei bolsas para São Paulo e até para a Inglaterra - conta orgulhosa Jeruza dos Santos, de 33 anos, uma das artesãs da vila.

Já para aqueles que gostam de velocidade, uma opção é enfrentar uma trilha de quadriciclo, uma espécie de moto com quatro rodas. Os roteiros, que geralmente são feitos dentro da Reserva de Sapiranga, costumam incluir uma visita ao Lago Aruá, onde é possível relaxar a beira do Rio, ou até o Castelo Garcia d'Ávila, do período colonial, um dos primeiros fortes no Brasil e que deu nome à região. Também na categoria de passeios radicais, quem quiser pode ainda praticar parasail, que nada mais é do que um paraquedas puxado por uma lancha - com você amarrado nele, claro.


A Expedição de canoagem pelo Rio Imbassaí é um dos muitos passeios ligados ao ecoturismo que os visitantes podem fazer na Praia do Forte


Tirolesa na Reserva de Sapiranga, na Praia do Forte / Foto: Divulgação

Peixes, aves, baleias, tartarugas e outros bichos para serem observados

E claro, não poderia faltar no roteiro o passeio pelas piscinas naturais da região. Ao longo dos 12 quilômetros de praia existem várias, e as mais famosas são as do Lord e Papa-gente, onde a profundidade permite o mergulho subaquático. Quem quiser fazer algo mais simples, pode apenas usar máscara de mergulho e snorkel, uma vez que as águas cristalinas permitem uma bela visão dos peixes supercoloridos mesmo na superfície. Ah, esse passeio, claro, depende da maré baixa, portanto fique atento à tábua de marés, ou você vai ficar, literalmente, a ver navios.

Filhote de tartaruga encontra o mar, há 30 anos na Praia do Forte / Foto: Custódio Coimbra

A Praia do Forte também é muito procurada por quem se interessa por pesca oceânica e observação de pássaros, que tem crescido no Brasil.

- Já foi mais praticada por estrangeiros, mas hoje em dia os brasileiros se interessam pelos pássaros tanto quanto os turistas de fora - diz Alberto.

Além de seus passeios, a região é conhecida ainda pelos projetos de preservação ambiental, entre eles o Projeto Tamar, que luta para preservar as cinco espécies de tartarugas marinhas que circulam pelo litoral brasileiro. A sede nacional do projeto, que recentemente completou 30 anos, fica na Praia do Forte. No local, o visitante aprende sobre a importância da preservação das tartarugas, e pode, inclusive, acompanhar a soltura dos filhotes no mar. Outro projeto de preservação que fica na Praia do Forte é o Instituto Baleia Jubarte, que tem como objetivo proteger o mamífero que atualmente faz parte da lista oficial do Ibama de animais em extinção. Entre os meses de julho e novembro, os turistas podem fazer o passeio de observação das baleias, que ficam próximas à costa.

Artesanato no Vilarejo de Santo Antonio / Foto: Divulgação

Serviço

Como chegar: Pela Gol, a passagem de ida e volta Rio-Salvador custa a partir de R$ 457,24. Pela Webjet, o bilhete sai a partir R$ 519,24. Pela TAM, custa a partir de R$ 620,24. Tarifas pesquisadas para a primeira quinzena de dezembro, com taxas.

Projeto Tamar: Sede nacional do projeto que protege as tartarugas marinhas. Av. Farol Garcia d'Ávila, s/n. www.projetotamar.org.br

Instituto Baleia Jubarte: Entre os meses de julho e novembro, há passeios para observar mamíferos. www.baleiajubarte.org.br

Ecoturismo: As empresas Bahia Adventure (www.bahia adventure.com.br) e Porto Mar (www.portomar.com.br) fazem passeios pela região.

Tirolesa e caiaque duplo: Acontece no Rio Pojuca. O pacote sai a R$ 40 por pessoa.


Quadriciclo: O passeio até o Lago Aruá ou até o Castelo Garcia d'Ávila custa R$ 210 (por casal).

Luisa Valle viajou a convite da Turisforte e do Sebrae, com apoio do Tivoli e do Iberostar



Fonte: O Globo



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