


A Praia do Forte abriga a sede nacional do Projeto Tamar-Ibama e representa o maior sítio reprodutivo de tartaruga cabeçuda no país. Existem sete tipos de tartarugas marinhas no mundo, sendo que quatro delas põem os seus ovos nas Praias do Papa Gente, há milhares de anos.
A temporada de desova ocorre entre os meses de setembro a maio e é monitorada, nos trinta quilômetros de praia, pela base do instituto da Praia do Forte. Mais de novecentas desovas são por eles protegidas. Toda a extensão é considerada Área de Estudo Integral (AEI) e as desovas permanecem na maioria das vezes, nos locais de origem.
A Base do Tamar funciona numa área de dez mil metros quadrados e é lá que fica o Centro de Visitantes mais completo e moderno do país. Este passou a integrar uma importante área, formada por remanescentes da Mata Atlântica.
O trabalho de monitoramento e conservação das baleias jubarte, em águas brasileiras, desenvolvido na Praia do Forte, torna esse local um destino para os turistas que querem ver de perto esses mamíferos.
Entre os meses de julho a outubro, as agências de turismo locais, organizam passeios em alto mar para a contemplação dessas espécies. Antes do embarque, no instituto, é dada uma palestra sobre os mamíferos.
O objetivo, além de explicar os cuidados necessários durante o passeio, é também transmitir conhecimento sobre os hábitos, costumes e vida das baleias e do ecossistema marinho. Tem duração de aproximadamente seis horas e toda explicação que é feita pelos biólogos é traduzida também para o inglês.
Um dos principais pontos turísticos da Praia do Forte é a majestosa ruína da Casa da Torre de Garcia D´Ávila. Um dos principais monumentos do patrimônio histórico e cultural brasileiro, considerado a primeira grande edificação portuguesa no Brasil.
Começou a ser construído em 1551, por Garcia D´Ávila, que chegou à Bahia em 1549, com o primeiro governador geral, Thomé de Souza, no cargo de almoxarife da coroa real.
A Casa da Torre se destacou na história da colonização e defesa do Brasil durante mais de três séculos. Em 1835, com a extinção do regime dos morgados, o castelo foi abandonado e tornou-se uma grande ruína. Em 1938, foi finalmente tombado pelo Iphan.
Para os apaixonados do eco-turismo e turismo de aventura, as opções são as caminhadas ecológicas na belíssima Reserva Ecológica da Sapiranga, formada por seiscentos hectares de Mata Atlântica e habitat natural de espécies diferentes de flores e plantas nativas, entre elas as orquídeas e bromélias.
Os passeios pela reserva podem ser feitos de várias maneiras como: caminhada, bicicleta, cavalo e para os que preferem mais aventura, a melhor opção é o quadriciclo. Todas as trilhas são sinalizadas.