História e Cultura

Castelo Garcia D'Ávila
Roda de Capoeira Caretas de Praia do Forte
São João em Praia do Forte Festa de Yemanjá

Entre as atividades culturais e folclóricas da Praia do Forte está á animada roda de capoeira. Os nativos dão um verdadeiro show de artes marciais, chamando a atenção de todos que por eles passam e também, como partes das manifestações folclóricas da Bahia estão o samba-de-roda e maculelê.

Mas, ainda mais peculiar, as Caretas de Praia do Forte, agitam os meses de fevereiro a abril e mostram realmente o que é uma manifestação cultural. A lenda diz que é uma herança do período da escravidão, onde os homens, tanto adultos quanto crianças, vestem o corpo de folhagens, usam máscaras com caras de animais e sinos nos pés.

Os caretas acompanham o bloco das “Tabaroas”, as mulheres se vestem de trajes caipiras e extravagantes e abusam na maquiagem. Tudo isso para evidenciar os trajes inadequados e destoados e contribuir ainda mais, para o ar folclórico de Praia do Forte.

História da antiga vila dos pescadores de Praia do Forte

É possível que a formação da vila tenha começado em torno do Forte, que foi construído para proteger o porto. Com a função de armazenar mercadorias que chegavam pelo mar e que seriam enviadas para Salvador, esse Forte não era avistado pela Casa da Torre de Garcia D´Ávila.

Muitas famílias começaram a chegar à região, com a chegada de mudas de coco, cabendo aos homens o plantio e á colheita. Muitos desses homens tornaram-se marinheiros, atravessando pessoas e mercadorias no rio Pojuca e outros, tornaram-se pescadores.

Esses, por sua vez, começaram a construir habitações primitivas próximas ao Forte, dando origem á vila. As suas características iniciais eram completamente diferentes da realidade de hoje, embora existam algumas construções que foram modernizadas ao longo do tempo, com estrutura de tijolos e telhas cerâmicas.

Castelo Garcia D´Ávila

Uma das belezas que podem ser contempladas na Praia do Forte é o Castelo Garcia D'Ávila, considerado a primeira edificação portuguesa de arquitetura residencial militar no Brasil. Representado hoje por suas ruínas, apresenta características medievais, sendo a única construção do gênero em toda a América. Foi abandonado em 1835 e, em meados do século XIX já se apresentava em ruínas.

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